Há muito tempo eu, Wekslei venho me fazendo a seguinte pergunta: Porque a humanidade mata por tão pouco e morre por menos ainda? Seria possível o homem viver em função daquilo que ele produz? A honestidade é tão difícil de ser praticada? Infelizmente são tantas perguntas sem respostas, a maior infelicidade é saber que essas perguntas precisam ser feitas.
Quando teremos a consciência de que estamos no caminho errado? Nunca chegaremos a lugar algum se antes não estivermos unidos. Lembro-me de uma época em que todos já tomados pelo egoísmo diziam: Cada um por si e Deus por todos, hoje é ainda pior, cada um por si e Deus por mim.
A que ponto chegamos, porque isso? A cada dia que se passa, pessoas morrem por aquilo que tem, e outros por aquilo que não tem, mas almejam ter. O poder do “ter” tem reinado em muitas pessoas, a ambição doentia de alcançar aquilo que não é impossível, mas sim absurdo. Esses dias lembrei-me da minha época de infância, onde eu queria todas as coisas que fossem possíveis e impossíveis, muitas delas eu alcancei, outras realmente não foram possíveis, no entanto hoje vejo que todas essas coisas são tão pequenas, e para aquelas que eu nem me importava vejo a falta que fazem em minha vida.
Tenho sonhado com coisas simples, mas, no entanto prazerosas, viver a vida de uma forma feliz e sem prejudicar ninguém, no final da tarde após um longo dia de trabalho, ir à sorveteria da esquina com a família, rir, sorrir, enfim viver, isso está longe de acontecer? Não depende só de mim, depende de todos nós, a primeira mudança deve ser primeiro em mim, é individual, para depois ser coletiva. Então será quando a falsidade der lugar à irmandade? Não, a falsidade não age sozinha, é manipulada por pessoas sombrias dentro de si mesmas, não podemos por a culpa na qualidade das pessoas e sim nas pessoas dessa qualidade.
Viver a vida contra os ventos da ignorância, falsidade e mentira, sonhar os sonhos de amanha e apostar todas as nossas fichas nas promessas do futuro...ainda é possível?
By Wekslei Jordão.
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